21 de fev. de 2014

Para (RE)conhecimento

Artigo publicado pelo Prof. Jesué Graciliano da Silva, no dia 21/02/2014:

http://jesuegraciliano.wordpress.com/geral/

A importância da ética na gestão pública

Caros colegas, nessa parte vamos organizar comentários gerais sobre gestão pública.

Nos 20 anos como docente do IFSC não acumulei uma única falta em minha ficha funcional. Também nunca respondi a um processo administrativo, criminal ou ético. 

Depois de atuar como Diretor do Câmpus São José de 2003 a 2007, como Diretor de Gestão do Conhecimento em 2008, como Pró-Reitor de Desenvolvimento Institucional de 2009 a 2011, como Reitor pro tempore do IFSC de julho a dezembro de 2011, como Reitor pro tempore do IF-Farroupilha de junho a outubro de 2012 e como Reitor pro tempore do IFPR de agosto de 2013 a janeiro de 2014 tenho certeza de já ter dado uma pequena contribuição para a rede de educação profissional do sul do Brasil.

Nestes 10 anos de atuação como dirigente público levantei algumas bandeiras como a da transparência, da gestão participativa, da ética e do desenvolvimento das pessoas.

De todas, entendo que a mais importante é a da ÉTICA, principalmente a da “ética da reciprocidade”. Devemos fazer com os outros o mesmo que gostaríamos que fizessem conosco. Como gestor público gosto de tratar meus colegas gestores como gostaria de ser tratado. Como docente gosto de tratar os estudantes como eu gostaria de ser tratado como estudante. Isso vale para nossas famílias e nossas relações de amizade e profissionais.

Além da ética, a transparência é uma ferramenta indispensável para criar uma conexão direta com as pessoas. A transparência gera confiança. Sem confiança não há nada. Não há LIDERANÇA.  No “Príncipe” de Maquiavel já discutia o fato de que alguns príncipes queriam ser respeitados pelo povo e outros temidos. Essa é uma escolha que todos os gestores públicos fazem. E os resultados são diversos.

Com ética e transparência acontece a mágica da participação.  E ela é fundamental em uma instituição de ensino, pesquisa e extensão. É um direito previsto na Constituição Federal, no seu Artigo 206. A existência dos colegiados em todos os câmpus é fundamental para que os estudantes, servidores e comunidade externa possam contribuir para o processo decisório.

Mas de nada adianta ética, transparência e participação se os profissionais da educação não são desenvolvidos ao longo de toda carreira profissional.  O que importa mesmo é o capital intelectual. São as pessoas e não os processos que fazem a verdadeira diferença ! As pessoas garantem os resultados. E pessoas precisam se sentir bem e motivadas para serem eficientes.  Pessoas oprimidas e com medo não fazem bem o trabalho. Isso é elementar e ainda desconhecido por muitos gestores públicos.
Após 3 experiências de gestão interina (pro tempores) aprendemos um pouco mais sobre os desafios dos Institutos Federais.

No IFSC nosso maior desafio foi a organização das eleições gerais com toda isenção e transparência necessárias. Também enfrentamos questões como a flexibilização da jornada de trabalho, greve e progressão docente.  Com o Fundo de Tecnologia da Informação priorizamos recursos para investimento em segurança e ampliação dos serviços de TI do IFSC.   Também procuramos trazer o assunto “ética da reciprocidade” para o dia a dia da gestão.

No IF-Farroupilha temos orgulho de ter contribuído para a instalação da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Institucional, para as eleições nos câmpus com menos de 5 anos de funcionamento, para a criação do programa de desenvolvimento dos servidores, para a criação de novas ferramentas de comunicação e para a implantação do fundo de TI.

No IFPR nosso desafio foi a efetivação da execução do Planejamento de 2013, mesmo com todas as dificuldades decorrentes da Operação Sinapse.  Iniciamos a instalação dos colegiados em todos os câmpus, organizamos os Jogos Nacionais da rede EPT, o SEPIN, concurso público para TAE e licitações para 18 obras em todo o estado.

Foram 3 aprendizados diferentes. Não posso compará-los, mas cada um deles me deu o aprendizado que precisei para enfrentar o desafio seguinte. Não poderia inverter as experiências.
Para finalizar gostaria de deixar um abraço para todos aqueles que acreditam na ética, na gestão participativa, na transparência e no desenvolvimento de pessoas.

Como dizia Mario Quintana, nossos problemas passarão…e nós, pessoas de bem “passarinho”.   No final, quando o jogo acaba, o rei e o peão vão para a mesma caixinha. Os cargos que ocupamos não significam nada. No fundo, somos todos seres humanos desejando a felicidade. Espero que meu próximo seja feliz também. Acredito que a minha felicidade não pode ser motivo de problema para meu colega e vice e versa.
O que importa realmente é a AUTORIDADE MORAL, e essa nunca acaba quando se deixa um cargo.

Acredito muito na justiça e no estado de direito. Temos que confiar em nossas instituições.

Atenciosamente,

Prof. Jesué Graciliano da Silva

Anexos à mensagem: Os homens de bem entenderão:


3- Memorandos sobre EAD

memorando ead 1  - memorando ead 2

4- Solicitação de devolução de valores da CD recebida durante a gestão interina.
devolução de valores



FEBRUARY 9, 2014 · 10:06 PM

Relatório Final de Atividades da Gestão Pro Tempore

Prezados servidores e estudantes do IFPR, no dia 31 de janeiro de 2014 encerramos nosso trabalho no IFPR.  Foram quase 6 meses de intenso trabalho, onde procuramos sempre colocar o interesse público em primeiro plano.
Durante esse período adotamos sempre os princípios da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no Artigo 37 da Constituição Federal.  Sempre deixamos claro que não importa se ocupamos o cargo por uma semana ou por 4 anos. Sabemos que a responsabilidade legal é a mesma.  Assumimos a responsabilidade legal decorrente de cada uma das assinaturas. Sabemos  que fazemos parte do rol de responsáveis do IFPR durante o ano de 2013 e que estamos sujeitos às avaliações e auditorias dos órgãos de controle.
Por esse motivo sempre tivemos a preocupação de agir dentro da legalidade e da publicidade, mantendo todos muito bem informados de nossa agenda oficial e de todos nossos atos.  Procuramos acionar a PGF, a CGU e a Auditoria Interna sempre que necessário. Isso nos deixa seguros de que fizemos tudo o que estava em nosso alcance para corrigir os problemas que observamos durante a interinidade.
Temos certeza de que os relatos publicados no blog são registros importantes desse período e que qualquer pessoa poderá conferir por si o que foi realizado, sempre que desejar.
Apesar de convites de minha parte, não foi possível a realização de uma reunião formal de transição com o Reitor eleito.  Também não foi possível a realização de um processo de transição assim que assumimos a gestão no dia 9/8/2013.  Devido ao afastamento cautelar determinado pelo Juiz não foi possível a realização de  reuniões para troca de informações durante todo o período de interinidade. Essa não é a situação que consideramos ideal.  Nas experiências anteriores de interinidade (IFSC e IFFarroupilha) procuramos trabalhar em sintonia fina com os dirigentes que assumiriam as funções,  justamente porque há interesse público de que não exista descontinuidade nos projetos importantes.
Para contornar essa dificuldade, preparamos um resumo das atividades realizadas no período de 9/8/2013 a 31/1/2014. Protocolamos e entregamos para o Reitor eleito. Também enviamos esse relatório para os membros do Conselho Superior e para a SETEC.   Podemos detalhar cada um dos itens, caso exista interesse expresso pelo Reitor eleito.
Cada pró-reitoria e Diretoria sistêmica também produziu um resumo de suas atividades.  Entendemos que é fundamental a prestação de contas para a sociedade.  Essa ação é uma obrigação prevista na Lei de Acesso à Informação e na Constituição Federal em seu Artigo 37.
Muitas vezes a falta de compreensão sobre as motivações que levaram a tomada dessa ou daquela decisão pode causar interpretações equivocadas.   Todos os dias tomamos decisões importantes e para isso utilizamos nossa experiência de 20 anos de gestão pública na rede EPT e as informações e pareceres jurídicos disponíveis nos processos.
A falta dessa compreensão pode explicar eventuais  ruídos de comunicação ocorridos na última semana. Recebemos notícias de que algumas pessoas  teriam feito comentários deselegantes de que algumas de nossas ações durante a interinidade não teriam sido corretas e que a minha nomeação pelo Ministro teria prejudicado projetos importantes que estavam em andamento, quando ocorreu a operação Sinapse e a troca de pró-reitores e 3 diretores de campus.  
Praticamente todos os projetos importantes que nos foram repassados pelas pró-reitorias (em meados de agosto) tiveram continuidade durante o ano de 2013, conforme detalhamento no Ofício 40 (link abaixo).  Sempre deixamos claro que nenhum projeto deveria ser descontinuado. 
Compreendemos que nossa presença no IFPR durante esse período de interinidade não foi bem aceita por todos.   
Nos primeiros dois meses fomos pressionados com a tese de que não havia legalidade na nomeação. A partir da decisão proferida pela CONJUR (final de setembro) superamos essa dificuldade.
No entanto,  após essa decisão da CONJUR passamos a enfrentar oposição ao encaminhamento de diversas ações.  Procuramos sempre contornar essas dificuldades com tranquilidade convocando os responsáveis para esclarecimentos e providências cabíveis.
Em algumas oportunidades recebemos “recados” tais como: o concurso público para contratação de TAEs, os Jogos Nacionais da Rede EPT e o 2. SEPIN não poderiam acontecer.   Questões simples muitas vezes se tornaram complexas.  Com muito trabalho superamos também essas dificuldades. Todos esses grandes empreendimentos foram realizados com pleno sucesso, trazendo orgulho para todos os servidores e estudantes do IFPR.
Respeitamos os mandamentos legais e sabemos que, como figuras públicas, estamos sujeitos a críticas. Todos têm o direito de expressar suas contrariedades.  Mas entendemos que o direito de resposta é um direito constitucional. Por esse motivo nos colocamos à disposição para responder a qualquer questionamento, mas de forma oficial.  Não entendemos como ético a realização de críticas a pessoas que estão ausentes e que não podem prestar os esclarecimentos necessários.
No dia 3 de fevereiro, já no início da manhã,  soubemos que o endereço eletrônico jesue@ifpr.edu.br já havia sido desativado.
Por isso, caso queiram se comunicar comigo basta enviar mensagem para jesuegraci@gmail.com.
Acreditamos em um grande futuro para o IFPR. Estarei sempre acompanhando o que acontece nessa tão importante instituição, capaz de transformar para melhor milhares de vidas no estado do Paraná e em todo o Brasil por meio da educação à distância.
Muito obrigado mais  uma vez pelo carinho.
Contem sempre com meu apoio.
Atenciosamente,
Prof. Jesué Graciliano da Silva
Blog: http://eticaegestao.ifsc.edu.br

12 de fev. de 2014

Ao recitador de Brecht

FRIEDRICH SCHILLER (1795-1805)



AS PALAVRAS DA FÉ

Há três palavras, plenas de sentido,
Que andam de boca em boca, e vos proponho:
Não as sei por saber, nem só de ouvido,
Só o coração delas dá testemunho:
A humanidade sem valores vai ficar,
Se a fé nas três palavras renegar.

Livres fomos criados, livres somos,
Ainda que em cadeias nascidos;
Não vos confunda a turba e seus assomos,
Nem os abusos de loucos furibundos:
Perante o escravo que quebra seus grilhões,
Perante o homem livre, não temais!

E a virtude não é palavra vã,
Uma vida a podemos cultivar;
E inda que um homem tropece, em seu afã,
À divina pode sempre aspirar.
E o que o siso dos sisudos não alcança,
Singela o faz um´alma de criança.

E um Deus é, e viva Sua vontade,
E inda que a humana possa vacilar,
Pra lá de tempo e espaço há a verdade
Da ideia suprema a fermentar.
E se tudo gira em mudança eterna,
A lei da permanência nos governa.

Guardai as palavras plenas de sentido,
Passai-as de boca em boca, vos proponho;
E se não as souberdes só de ouvido,
Voss´alma delas fará testemunho:
E a humanidade seu valor vai manter,
Se a fé nas três palavras não perder.


Trad. João Barrento in Rosa do Mundo, 2001 Poemas para o Futuro, Assírio & Alvim


PS.: Recomenda-se, ainda, uma leitura graciosa do texto "Do sublime", do mesmo Schiller.


30 de set. de 2013

"Meu nome é Ninguém."




“Ciclope, não me faltes
À promessa. Meu nome tu perguntas?
Eu me chamo Ninguém, Ninguém me chamam
Vizinhos e parentes.”
                                       Ulisses, na Odisseia, de Homero.

"Precisaria de uma conversa em particular contigo para avaliar contigo como dirigir o sindicato que não vejo como uma ferramenta de contestação."
                                                                                                           Nilton Ferreira Brandão.




Pode-se questionar nossa consideração, anterior, sobre a menção que faz a Chapa 1 da existência de um “grande grupo”, maior, melhor ou sobre o todo. Pode-se dizer que esteja meio forçado afirmar aquilo. Iremos trabalhar um pouco sobre isso. Talvez o seja, em relação à frase disposta; no entanto, é algo que, facilmente, poderemos demonstrar e comprovar, desde a origem, as ações e propostas 'continuísta' deste Sidiedutec-PR.


Um sindicato não brota de semente e não floresce sozinho; um sindicato necessita muito mais do que terra, sol e água. Um sindicato não é um vegetal e, resumindo, necessita de dinheiro para comprar e investir em produtos materiais que o sustenha. Tendo uma natureza social e um objetivo jurídico e político, duas das principais 'fontes de subsistência' de um sindicato é justamente aquilo que possibilita e mantém a coesão do grupo social representado. São elas, o dinheiro que cada um investe e as informações que todos devem ter acesso: estes duas condições, o financeiro e o informacional, convergindo em ações e práticas comuns, são o que alimentam, nutrem e dão a vitalidade e o caráter de um sindicato.
O dinheiro possibilita materialmente, mas é somente com informação e a partir da permeabilidade do conhecimento comum que um sindicato insurge, se levanta e se mantém. A união da coletividade é fundamental. Em relação aos recursos financeiros, cremos ser uma questão óbvia e fatídica. Já em relação à comunicação e à difusão do conhecimento, existem elementos mais relativos ou aparentes. Isso, também de modo claro, é próprio da matéria, do composto a que serve de base: a notícia e a informação. Como não se trata de um tratado ou discurso acadêmico, basta-nos mencionar aqui uma única questão a respeito: sem informação, o que é comum à comunidade inexiste; e, inexistindo o comum, a comunidade mesma se descaracteriza. Mas isso nos revela algo mais: ainda que a comunidade possa não existir de maneira sistêmica e de modo conscientemente, não quer isso significar que a comunidade se extingua. O mais provável é que “algo” sobre a comunidade a conduza e a manipule, exerça seu controle, etc. Eis aí a importância do conhecimento, dado pela informação, e a essencialidade de seu compartilhamento.
Meios de comunicação débeis, quando não inúteis, são, sobretudo em seu silêncio e seletividade informativa, reflexos de uma orientação política definida e manipuladora.


Façam uma 'pesquisa'. Entrem no site, no facebook, busquem informações pertinentes para cada um de vocês nos meios de informação do Sindiedutec-PR. O site, por exemplo, é um primor: até hoje noticia em seu clipping a reeleição de Obama e, a respeito das eleições para a nova diretoria, as informações, somente em Editais, estão escondidinhas lá em “aquivos para download”. Ou seja, um meio de informação onde sua principal característica é ocultar a informação, restringi-la e não estimular o reconhecimento dos fatos e atos dos e para os servidores em seu sindicato.
Vamos estender este ponto. Um primeiro tema é que, sendo um sindicato e tendo a representatividade DIRETA de todos os servidores, a função e obrigação essencial do Sindiedutec-PR é divulgar as informações comuns e vitais aos trabalhos e às condições de trabalhos destes servidores. Todas as informações: assuntos debatidos, entidades envolvidas, formas e conteúdos, etc. Basta com que deem uma passada de vistas na variedade de temas e ações de outros sindicatos, e, sobretudo, no modo como o fazem. Sem qualquer necessidade de complementação, verão que o Proifes é da mesma qualidade: (des)informa pelo oculto.
Há ainda uma outra relação a ser considerada. Busquem e questionem as ações, ou, no mínimo, quaisquer informações a respeito das variadas questões institucionais, do IFPR, no rol de temas e assuntos do Sindiedutec-PR hoje. Sem receio, não encontraremos absolutamente nada de útil, oxalá de inútil. É como se o Sindiedutec-PR fosse uma alma penada, um ser errante sem corpo ou... domicílio. Sem domicílio? Opa...
Não, domicílio temos! E aí retornamos à Carta Programa da Chapa 1. Diz assim, em letras garrafais: “(…) adquirimos uma propriedade que agora é SEDE PRÓPRIA DO SINDICATO.” Mas não queiram entender a que custo e de que modo, posto que isso ainda não é informação pertinente, para eles, divulgarem publicamente. Segue todavia pior: “Com isto economizamos em torno de mais (d)e dois mil reais por mês para investir em benefícios para nossos filiados!” A conhecer e a se crer, os benefícios a que se referem, com esta “economia”, correspondem a jantares maravilhosos e com sorteios de prêmios deliciosos, festas juninas descentralizadas e amigos secretos perfeitos. Isso se afirma, não é necessário confirmar: “agora podemos projetar outros benefícios: áreas de lazer (salão de festas), (…) além de um ambiente administrativo adequado para o om atendimento da categoria”.
Eis o preço das coisas: pão e circo, diriam os romanos. Temos, definitivamente, grandes “conquistas” materiais. Mas, qual a função e o objetivo do sindicato? A que preços vieram estas conquistas? Temos sido claros e atuantes para que o sindicato se desenvolva e atue em conformidade com nossas necessidades e objetivos? O que é essencial, enquanto sindicato: conhecimento e ação ou churrasco e lazer? Qual sindicato queremos e o que é feito de nosso investimento financeiro no sindicato?
A respeito da “economia”, poderíamos, conscientemente, jogar verde, para ver o que sai (claro, não sai nada porque informação não é o forte, nem o fraco, nem o desejo de compartilhamento). O Sindiedutec-PR possui telefones celulares para a sua diretoria? Se sim, quantos, de que forma são utilizados e a qual custo financeiro? São realmente necessários, ou as tratativas e conversas poderiam, todas elas, serem feitas por blog, e-mail e bate-papo, gratuitos e de amplos acessos? Jogamos verde, eis o “desafio”: se existem telefones celulares institucionais, para o uso da diretoria, então: será que não valeria a pena 'economizar' também por aí? Afinal, seriam recursos que poderíamos priorizar para o compartilhamento de informações de maneira ampla, para que os demais meios de comunicação funcionem melhor e as notícias não sejam restringidas entre aqueles que gozam exclusivamente dos celulares. Reconhecer os custos benefícios, os verdadeiros, deixaria mais claro o porque de não termos acesso e conhecimento das informações, notícias, ações e decisões dos mais variados temas relacionados a nossas instituições, carreiras e trabalhos. Sim, temos SEDE PRÓPRIA. Sim, não sabemos como e a que valor financeiro; mas sabemos que seu custo, social e ideológico, é absurdo.
Por exemplo, a coisa mais banal, hoje, é criar e atualizar um blog, gratuito. Pode-se fazê-lo, inclusive, através do próprio celular, que, se há, é pago por toda a comunidade, ainda que para o deleite exclusivo de alguns poucos... Enfim, compramos uma sede própria e teremos dinheiro para festas e animações coletivas. Infelizmente, no entanto, não sabemos, do Sindiedutec-PR, em seus meios de comunicação e nos meios públicos e gratuitos de informar: o que fez e o que faz, como dispõem e envolve o público, como promove a sua função social e age sobre os debates fundamentais de nossas carreiras e melhores condições laborais, como legitima as decisões de todos, quais os fundamentos das discussões para todos, etc. Mas eis que Obama está reeleito, como todos poderão vê-lo, desde nossa sede própria, em seu salão de festas e mesa de bilhar.


“Ciclope, não me faltes
À promessa. Meu nome tu perguntas?
Eu me chamo Ninguém, Ninguém me chamam
Vizinhos e parentes.”

Assim se apresentou Ulisses para o gigante Polifemo, em sua viagem fantástica narrada na Odisseia, de Homero. Como Ninguém, Ulisses enganou a todos os ciclopes da ilha, cegou Polifemo e, em pele de cordeiro, pode salvar a si e a seus companheiros. Esta história, dada como do século VIII antes de Cristo, repercute por aqui, no Sindiedutec-PR. Nas palavras de seu atual presidente, para todos os membros da Diretoria, ainda em 2011:
“(...) precisaria de uma conversa em particular contigo para avaliar contigo como dirigir o sindicato que não vejo como uma ferramenta de contestação mas que em certas situações tem por obrigação tomar determinados posicionamentos”.

Cegar a informação, omitir a sua responsabilidade e travestir-se de cordeiro. Diz ainda a Carta Programa da Chapa 1: “O site do Sindicato, embora com deficiências devido ao auto custo de empresas especializadas e profissionais da área (jornalistas), é uma ferramenta real de informações, principalmente para os usuários de Convênio com à UNIMED”. Ora, infantilmente, permita-nos, de modo a gerar um escárnio, voltam a afirmar as mediocridades:
  1. o “alto custo” (não auto) financeiro é simplesmente ridículo, podendo ser um custo zero: basta um pouco de honestidade e disposição mínima para fazê-lo. Este próprio blog, por exemplo, ou estes outros dois, http://reconstruirosindiedutec.wordpress.com/ e http://taemovimentoifpr.wordpress.com/, são feitos de forma completamente gratuita. Há, sim e sinceramente, apenas um pequeno esforço coletivo na produção e atualização. E há, além disso, a grata transparência e oportunidade de ser um espaço (para o) público e com a vontade de abrir e permitir o conhecimento, a reflexão, os debates e discussões. Sem nenhum ônus e prejuízo social (financeiro e ideológico), sem qualquer desculpa, sem sequer a obrigação formal.
  2. “ferramenta real de informações, principalmente para os usuários de Convênio” é o grau pior da insensatez de suas sinceridades. O mundo gira, cospe e transforma a sociedade e todas as individualidades, mas nós não precisamos sequer ver ou entender tudo isso, quanto mais participar de alguma manivela, posto que temos casa (teremos salão de festas!) e um site que dá acesso à UNIMED. Que mais poderíamos desejar de um sindicato?

Claro, talvez um jornalista do partido seja interessante... para o grande grupo...


Logo postaremos a sequencia desta análise da Carta Programa da Chapa 1, a que prega e faz o continuísmo.  


25 de set. de 2013

Eleições de 2013 para a Diretoria do Sindiedutec-PR.


Análise da Carta Programa da Chapa 1, a "constinuísta" - primeira parte.

       
        Introdução.

     Iniciamos com esta publicação uma série de comentários sobre a análise e interpretação da Carta Programa da Chapa 1, para as próximas eleições do Sindiedutec-PR. Nossa intenção, objetivo desta disposição e ação, é a de realizar uma reflexão, oportunizar uma discussão e contribuir para que as decisões sejam, agora e sempre, públicas, coletivas e qualitativas, seja sobre o sindicato que nos pertence, seja sobre as instituições a que servimos. A discussão, aqui, é a respeito, e com respeito, ao Sindicato. Não tratará de argumentos e informações inócuas e infundadas, mas buscará levantar o tema de forma consciente e séria, para que se desenvolva e amplie o debate para todos os rincões e seres envolvidos, com o sindicato e com a sua instituição genuína.
     O Sindiedutec-PR é o sindicato constituído e investido como representante jurídico da coletividade, como agente político do grupo social, como instância promotora e coordenadora de discussões e temas relacionados com as condições de trabalho e carreiras das classes de todos os servidores “das instituições públicas federais de ensino de educação básica técnica e tecnológica no Estado do Paraná, base do sindicato, em juízo e fora dele” (Estatuto Sindiedutec-PR).   O Sindiedutec-PR é o sindicato que possui a presunção legal de agir em nome de toda a comunidade de servidores acima relacionada.
     Esta disposição, básica e fundamental para o debate, é muito importante que seja frisada e deve estar cristalizada na mente e consciência de cada servidor de cada uma destas instituições. Querendo ou não, gostando ou não, participando ou não, referendando ou não, o Sindiedutec-PR faz uso de nosso nome, nosso trabalho e nossa carreira. Ele possui a legalidade para agir e interferir nas condições do todo. Seja indivíduo, seja classe, seja instituição (“públicas federais de ensino de educação básica técnica e tecnológica no Estado do Paraná”), o Sindiedutec-PR é o ator direto na representação de todos os envolvidos. É, por isso, imprescindível e fundamental que todos tomem conhecimento e participem das discussões relacionadas ao Sindiedutec-PR.


     Em breve estará ocorrendo, digamos, a primeira eleição para a Diretoria do Sindiedutec-PR. Houve, anteriormente, uma espécie de referendo; mas eleições efetivas, esta será a primeira, posto que agora se apresentam duas Chapas, e agora insurge algo opositivo ao vertiginoso situacionismo que ali está, e que foi desde o começo.
     Considerando estas duas situações, o papel (e a caneta!) do sindicato e as eleições aí dispostas, faremos considerações políticas a respeito da Carta Programa da Chapa 1, que é a do continuísmo. Nossa intenção é desvendar, através de um olhar obviamente subjetivo, o que é, hoje, o Sindiedutec-PR: como foi originado, a que veio e o que se pode esperar do que a atual gestão fez e propõem realizar em um segundo mandato.



Da Carta Programa da Chapa União, Luta e Conquista:
suas verdades (realidades) e seus equívocos (falseamentos).

PRIMEIRO CAPÍTULO

     Logo no segundo parágrafo da primeira página, uma sincera definição sobre a forma e condição do sindicato transparece. Menciona, em uma gramática lamentável, que “o sindicato é um órgão de representação legítimo (…) dos interesses dos seus filiados, diretamente, e dos demais trabalhadores não filiados de forma indireta”. A sintaxe é ruim, o que torna a compreensão difícil de entender. Poderia ser que “não filiados de forma indireta” constitua um único objeto, mas neste caso não teria nem pé nem cabeça. Por isso, cremos que de 'forma indireta' faça referência a 'representação legítima' e, significaria algo do tipo: "representamos diretamente nossos filiados e, indiretamente, os não filiados".

     Seja como for, a verdade é que, diretamente, todos sofrem e estão sob o poder da disposição e decisão da caneta do sindicato. Pensem, lembrem, reflitam. Recentemente, circunscritos ao IFPR, ampla maioria de docentes votaram, em plebiscito, pela permanência na greve de 2012: mas não foi o que a diretoria queria e, prontamente, derrubou-se a vontade da maioria, mesmo que expressa em papel de votação. Ainda na greve de 2012, vejam que longe de ser indiretamente, em um ato certeiro ao coração do movimento grevista de todo o Brasil, o Proifes, com fundamental apoio da (exclusivamente) diretoria do Sindiedutec-PR, quebrou a força e a luta nacional pelas reivindicações, legitimando um acordo que, na pior das hipóteses, poderia ter sido bem melhor. Esta, uma decisão minoritária dentro do minoritário (o Proifes não tem 5% de representação nacional), afetou, diretamente, toda a comunidade (nacional!) envolvida. Discutiremos o papel e a substância Proifes em outro momento; aqui, nos importa esta relação da Carta Programa.

     Aquela, portanto, uma sinceridade banal e pacífica da tratativa social que este sindicato ora possui: a exclusão é, mais que argumento, um fundamento de atuação. Àqueles onde o indireto aparece como situação, destes o Sindieutec-PR faz uso conforme lhe seja pertinente. É algo tão espúrio que não conseguem sequer 'disfarçar' perante o discurso para as eleições da Diretoria.

     Ocorre que o Sindiedutec-PR, com esta atual gestão, que busca se manter no controle, tem, cristalinamente, este “ponto de vista” aleatório. Repetimos: mais que um argumento, é um raciocínio elaborado e consolidado em suas mentes. Sabem, sem dúvida, que representam o todo diretamente; mais do que isso, sabem que é um dever de suas responsabilidades institucionais-sindicais, estimular e envolver a todos na filiação e participação do e para o sindicato. Sabem disso. Mas em suas consciências há algo mais nítido e anterior ao todo, e é o que se lhes sai pela boca (discurso).
     Isto fica todavia mais claro quando, neste mesmo parágrafo, igualando ou piorando a gramática utilizada, dizem que “o papel fundamental de um sindicato representativo de classe é servir como um elemento de representação coletiva (sic!) que defenda o pensamento do grande grupo que o compõem” (negrito nosso). Ou seja, caso fosse necessário e possível explicar, um sindicato representa o todo, mas através da defesa do pensamento, restrito ao grande grupo que o compõem. Vê-se, novamente, algo, uma intensão 'mais forte' que suas motivações ético-sociais.
     Esta frase argumento é, de certa forma, um complemento da ideia anterior. Porém, podemos dizer também que aquelas duas ideias formam duas verdades sobre a que veio e como se mantém o atual Sindiedutec-PR: restringir os debates e as decisões, assumindo a vontade particular, dada por um grande grupo, mesmo que em detrimento do todo que representa.
     Estas colocações não devem ser tratadas como erros semânticos ou sintáticos; nem é, este debate, uma simples deturpação infundamentada sobre o verdadeiro discurso por eles apresentado. O fundamento cognitivo e ideológico de nossas relações sociais – dadas de modo discursivo e dialógico – é mais claro do que a imaginação sonhadora e pretensiosa. Reiteramos, e teremos oportunidades de ver mais claro no decorrer desta análise, que estas 'frases' formam mais que ideias discursivas. Veremos como são verdadeiras concepções pessoais e políticas, dadas sobre condições e situações da formação e manutenção do Sindiedutec-PR, para esta (mesma) diretoria/chapa.

     Tratam-se de verdades banais, porque são sinceras: é assim que o atual Sindiedutec-PR funciona e tende a seguir representando a todos, a partir desta mesma diretoria. Tratam-se de erros sociais grosseiros porque, tivessem um mínimo de pudor, ocultariam estas verdades de seus discursos e programas; sendo, no entanto, algo cristalino e condicional em suas disposições e capacidades, submetem a transparecer de forma inquestionável. Trata-se de razão espúria, pois oculta justamente o que é base e fundamento: o interesse da coletividade e a decisão da maioria, sempre.

     Temos, assim, duas concepções fundamentais da Chapa 1 (e atual diretoria) expressas neste segundo parágrafo. A primeira: excluir da discussão social o verdadeiro papel do sindicato, que é o de estimular, organizar e coordenar A REPRESENTAÇÃO DE TODOS os trabalhadores que estão sob sua responsabilidade legal, e fazê-lo exclusivamente de maneira DIRETA. A segunda, excluir do todo e limitar em um pequeno grupo as decisões essenciais para as ações do sindicato. Quem tem dúvida disso, basta rememorar a greve de 2012. Permanecendo em dúvida, atente-se, informe-se, reflita.


     Este o início da apresentação da Carta Programa da Chapa 1. Sem tirar nem por, concordamos com que eles estão a falar a verdade. E é justamente esta a verdade que desejaríamos não crer em nossa realidade. A isso combatemos e combateremos: suas razões espúrias estão sendo dispostas e serão constantemente reveladas e combatidas. Uma outra realidade, outra forma de pensar e agir é o que está sendo oferecida com a Chapa 2. Para um sindicato de todos e para todos; um sindicato livre e aberto; um sindicato onde o ato seja por decisão da maioria, sem melhores ou maiores cabeças, e sem analogias. Transparente, sincero, direto e fiel ao todo de sua representação, sem meias conversas, sem falsas impressões. Com todos e com muito trabalho.

     Logo mais postaremos os itens seguintes desta interpretação da disposição da Chapa 1, dadas em sua Carta Programa e na atual condição e situação do Sindiedutec-PR. Faremos em partes, como capítulos, para que o debate transpareça, aconteça e dure. Todos devem participar.



9 de ago. de 2013

Aos Debates Fundamentais!

O dever da batalha, a necessidade da luta e o trabalho da democracia. Já está no ar, já se faz sonoro o grito e os sons do 'novo' movimento. Agora, mais uma vez, veremos a decência e as verdades se externalizando. Os comportamentos todos serão vistos, medidos e repercutidos. Por mais de uma vez os subterfúgios e as covardias foram expostas. Infelizmente, essa é uma prática proposta e disposta para levantar e manter um certo poder dentro do Sindiedutec.

Quantos de nós participamos da construção e consolidação do IFPR?
Quantos de nós discutimos a trajetória e os caminhos do IFPR?
Quanto de nós tivemos oportunidades e possibilidades de nos unirmos em uma discussão que tratasse dos assuntos comuns, derradeiros, fundamentais da instituição a qual servimos?

Houve algum momento em que, juntos, em grupo e de modo comum, tivemos a oportunidade para fazermos uma reflexão do sentido da Autarquia Federal de Ensino, de seus princípios, seus objetivos e suas possibilidades?
Houve algum momento em que a constituição de documentos institucionais basilares fosse disposta para que os indivíduos e seus trabalhos, que estão sendo regulamentados por estes documentos, estivesse aberta para a efetiva participação de cada um de nós? (Desde já, exclui-se qualquer objetividade comum às "consultas internas" por e-mail.)
Quantos e em que tempo, participamos das ideias e compartilhamos os conhecimentos (e experiência) de modo comum para a construção do que é, essencialmente, o Ideal maior de nossa instituição e de nossa própria sociedade: a Educação e a Democracia?

Nada, por ora, se afirma. Neste primeiro momento, se questiona. O questionamento simples, mas não inocente; o questionamento inteiro, da dúvida legítima, do desejo de participar. Olhemos, brevemente, como se faz as discussões sobre Regimentos, Planos de Desenvolvimentos (PDI), Plano Pedagógicos (PPI) e tudo quanto é documento comum, para e da comunidade, a partir de uma institucionalidade participativa e democrática, e que tenha, desde seu mais íntimo caráter, a essencialidade de se fazer ser pedagógica.

Vejamos o quanto fizemos, o quanto poderemos fazer, o que nos falta e o que gostaríamos poder ser. Façamos uma reflexão em conjunto e deixemos que as dúvidas e as vozes se pronunciem. Acreditamos que, no mínimo, teremos a certeza de que se pode mais e de que devemos todavia mais. Com atenção, com respeito e cuidado, chegaremos a uma, possível, primeira conclusão: falta-nos os espaços comuns, e não possuímos uma unidade. Esta, se assim se realizar, trará, como sequência natural de um raciocínio breve e despretensioso, a atenção para o que fomentamos e sustentamos enquanto uma Instituição Sindical.

E o Sindiedutec-PR, onde está? O que tem feito e que faz por nós em nossa instituição? Como nos tem servido? Como nos aproxima e nos une em um debate comum e necessário? Existe este sindicato? Temos um sindicato e compreendemos sua fatuidade? Podemos fazê-lo melhor, ou talvez, pelo menos, fazê-lo real?

Questões e soluções, dúvidas e respostas. Não há milagres, tudo se torna humano (e real) com as responsabilidades e as ações. A construção social da instituição não deve, necessariamente, passar pelo crivo de um sindicato; mas se este existe ou quer se fazer enquanto tal, seu princípio, então, é de fomentar, estimular e promover a força de sua comunidade para a convergência dos saberes e experiências comunitários.

Este é um início de discussões. Aproveitemos os momentos.
Pela real sindicalização do Sindiedutec-PR, apoio à Oposição.


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Seguem algumas informações do novo grito e dos sons deste 'novo' movimento.


Diretoria do SINDIEDUTEC passa por cima de Estatuto e desrespeita comissão eleitoral


No dia 05 de Julho foi publicado o edital de convocação das eleições para a diretoria do SINDIEDUTEC, a serem realizadas em 10 de outubro. Junto ao edital de convocação das eleições, o presidente do SINDIEDUTEC divulgou edital nomeando uma comissão eleitoral composta de três membros escolhidos por ele: Marcelo Rodrigues da Silva, Ana Lucia Skorupa Muritiba e Tatiani Daiana de Novaes
Após reuniões, a comissão chegou a um regimento padrão do acordo de todos. Neste regimento estava definido que participariam das eleições (votando ou sendo votado em chapas) todos os servidores com 60 dias de filiação (os filiados até 10 de agosto).


Golpe na democracia
Após a filiação de membros da oposição nos últimos dias, e de terem tido acesso ao material da oposição – que convoca os servidores a se re-filiarem para transformarem o sindicato – a atual diretoria, e a chapa da situação, primeiro tentaram modificar estas regras na comissão eleitoral, aumentando para mais de 90 dias de filiação o tempo mínimo necessário. Tendo obtido negativa de dois membros desta, passaram às suas já conhecidas práticas obscuras e em nada democráticas dentro do sindicato. “Derrubaram” o sistema virtual para impedir novas filiações até 12 de agosto (portanto após o prazo), como relatado em notícia anterior.
Não satisfeita em enganar e impedir a participação democrática da categoria no pleito, a diretoria resolveu passar por cima da comissão eleitoral nomeada pelo próprio presidente da entidade. No site da entidade foi publicado um edital que nada tem a ver com o que vinha sendo discutido e acordado na comissão eleitoral. No principal, este edital aumenta o prazo necessário de filiação, tal como era o desejo inicial da diretoria.  Afinal, para que respeitar a comissão eleitoral (nomeada pela própria direção) se ela discorda das posições da diretoria e de seu presidente?
Após este ato autoritário e anti-democrático os dois membros que discordaram de tal prática se retiraram da comissão eleitoral através de e-mails que podem ser acessados aqui.
O atual regimento eleitoral publicado no site não tem validade alguma. Por que a diretoria da entidade não publica a versão com a assinatura dos três membros nomeados para a comissão? Por que não há estas assinaturas. A diretoria rasgou o estatuto da entidade, passou por cima da comissão eleitoral e agora decide o que quer. Tudo para se manter na estrutura da entidade, fingindo representar a categoria.
Exigimos respeito a categoria. Exigimos democracia!
As eleições de nossa entidade sindical não podem ser construídas e baseadas na fraude. Se queremos transparência e ética em nossa instituição, ela deve começar em nossa entidade sindical!
Pelo retorno as decisões legítimas e democráticas da comissão eleitoral! Autonomia e respeito as decisões anteriores da comissão eleitoral! Abertura imediata do sistema de filiação on-line e prorrogação do prazo de filiação por mais 10 dias com o sistema aberto! Publicidade das informações do sindicato, e pelo direito de participação de toda categoria na organização do processo eleitoral!


MAIS INFORMAÇÕES: http://reconstruirosindiedutec.wordpress.com/